MEDITAR, por quê?
As palavras bhavana e dhyana designam meditação. Bhavana em páli significa 'cultivo'. Já a palavra dhyana, em sânscrito, refere-se a um estágio mental de fluxo contínuo, ininterrupto, profundo.
Na contemporaneidade, a palavra contemplação é usada para designar meditação.É um estado de embevecimento, entrega, introspecção, reflexão.
Em termos
gerais, podemos dizer que é uma prática
na qual utilizamos técnicas para focar a mente. Esse foco pode estar num objeto externo como sons, no próprio corpo, em visualizações,
na respiração, ou na própria mente.
De modo geral, confunde-se meditação com religião.Mas ela não é religião. Algumas tradições religiosas têm na meditação a base de sua prática, como o budismo tibetano, zen budismo, jaiinismo, hinduísmo, cristianismo. Cada uma, ao seu modo, utiliza-a de forma peculiar, dentro de um contexto ritualístico.
Mas , em nosso dia-a-dia, como a meditação se encaixa, e por que valorizá-la, por que se fala tanto nela?
Podemos falar aqui sobre vários aspectos, mas nos deteremos primeiro num que é objetivo, mensurável, que são as manifestações no corpo, a partir da diminuição dos hormônios estressores como a adrenalina, noradrenalina e cortisol.
Importante salientar que nem todo o estresse é negativo. Visto que ele propicia a busca, o movimento, a acão, a resposta de luta ou fuga,tão necessárias em muitos momentos da vida.
Um controle da mente num estresse agudo, faz com que o corpo retorne a sua homeostase de forma mais rápida. Mas , diga-se de passagem, que essa homeostase não será mais a mesma. Ela se dará 'num outro lugar', porque mudanças já ocorreram na completude mente-corpo.
Podemos dizer que, ao saber lidar com o estresse agudo, evita-se o crônico quando o corpo responde desencadeando uma cascata de eventos, que com o passar do tempo poderá trazer lesões a determinados órgãos e sistemas. Uma das manifestações mais comuns é a HAS ( hipertensão arterial sistêmica) e suas consequências tanto para o cérebro, como para o coração.
E quanto a mente?
A mente é a base de tudo.É a partir dela que todos os eventos acontecem, tanto individuais quanto coletivos. Entender como isso se processa é a base fundamental de nossa existência.
A observação dos pensamentos e reconhecimento de que há um fluxo contínuo e aleatório acontecendo, é o primeiro passo para que surja um observador.
Mas, esse assunto vamos discorrer em outra conversa.
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Texto: Valéria Ivaniski, médica, homeopata, psicanalista.
Excelente reflexão!
ResponderExcluirEstar presente, no Agora, também nos permite "escutar o corpo" e deixá-lo "soltar" o quê está lhe incomodando.